Mastologista ou ginecologista? Saiba quem procurar para cada sinal nas mamas

Mastologista ou ginecologista? Se bateu a dúvida sobre quem procurar para check-up, dor, nódulo ou biópsia, este guia rápido te orienta — sem drama, direto ao ponto.

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Sem sintomas: check-up de mamas — ginecologista x mastologista

No check-up de mamas sem sintomas, a dúvida é bem comum. Ir ao ginecologista ou marcar direto com o mastologista? O ginecologista geralmente é a porta de entrada. Ele avalia as mamas, solicita exames e orienta o rastreamento. O mastologista assume quando o risco é alto ou o caso é complexo. Assim, você evita filas e cuida bem da rotina.

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Rotina sem sintomas: quem faz o quê

  • Ginecologista: realiza o exame clínico das mamas em consultas periódicas. Observa pele, aréolas e possíveis nódulos. Ensina autoconhecimento das mamas, sem substituir os exames.
  • Ginecologista: solicita o rastreamento adequado ao seu perfil. Conversa sobre idade, histórico familiar e preferências.
  • Mastologista: indicado para risco elevado, laudos complexos ou dúvidas persistentes. Também conduz seguimento de achados que exigem vigilância curta.
  • Trabalho em conjunto: muitos casos são compartilhados. O ginecologista rastreia; o mastologista aprofunda e define condutas.
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Exames que podem entrar no check-up

  • Mamografia de rastreamento: diretrizes variam. O Ministério da Saúde costuma indicar dos 50 aos 69 anos, a cada dois anos. Sociedades médicas muitas vezes sugerem iniciar aos 40, com periodicidade anual. Decida com seu médico, considerando história e preferência.
  • Ultrassom de mamas: complementa a mamografia, especialmente em mamas densas. Pode ser útil em mulheres jovens ou quando surge uma dúvida específica.
  • Ressonância magnética: reservada para alto risco, como mutações hereditárias. Exige pedido e avaliação criteriosa do especialista.
  • Exame clínico das mamas: palpação feita por ginecologista ou mastologista. Ajuda a detectar alterações entre exames de imagem.
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Quem pode se beneficiar do mastologista já na rotina

  • História familiar forte: parente de primeiro grau com câncer de mama, especialmente antes dos 50 anos.
  • Múltiplos casos na família: câncer de mama e ovário em parentes próximos, em diferentes gerações.
  • Mutação genética: BRCA1/BRCA2 ou outra alteração conhecida na família.
  • Radioterapia no tórax: tratamento prévio na adolescência ou início da vida adulta.
  • Biópsias anteriores: laudos com hiperplasia atípica ou lesões de alto risco.
  • Mamas muito densas: dificuldade de leitura na mamografia que exige estratégia personalizada.
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Como aproveitar melhor a consulta

  • Leve exames antigos, laudos e a última mamografia em mãos.
  • Anote medicamentos, anticoncepcionais e tratamentos hormonais em uso.
  • Mapeie o histórico familiar com idade ao diagnóstico, quando possível.
  • Pergunte sobre periodicidade da mamografia e do ultrassom no seu caso.
  • Peça para entender sua densidade mamária: influencia o plano de rastreamento.
  • Converse sobre hábitos que impactam o risco: peso, álcool e exercício físico.
  • Combine sinais de alerta que exigem retorno antes do próximo check-up.
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Na prática, o ginecologista guia a rotina e o mastologista personaliza quando necessário. Com informação clara e decisões compartilhadas, o cuidado fica mais seguro e simples.

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Sintomas de alerta: nódulo, dor, secreção e alterações na pele

Sinais de alerta nas mamas pedem atenção e agilidade. Procure avaliação ao notar um nódulo na mama, dor persistente, secreção no mamilo ou alterações na pele. O ginecologista pode iniciar o cuidado. O mastologista assume quando há suspeita maior ou achados complexos.

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Nódulo na mama: quando preocupar

Nódulos novos, duros ou que não somem após a menstruação merecem consulta. Observe tamanho, formato e se dói ao toque. Repare se o nódulo é fixo à pele ou ao músculo. Compare com a outra mama para notar diferenças.

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  • Duro e irregular: maior chance de ser relevante. Não espere o próximo ciclo.
  • Que cresce rápido: procure avaliação em poucos dias.
  • Fixo ou com pele repuxada: precisa de investigação com imagem.
  • Após trauma: pode ser hematoma. Mesmo assim, avalie se persistir.
  • Em jovens: costumam ser cistos ou fibroadenomas. A imagem confirma.
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Uma regra prática ajuda. Reavalie após um ciclo. Se o nódulo persistir por 4 a 6 semanas, consulte. Se aumentar ou mudar, antecipe a visita.

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Dor na mama: cíclica x não cíclica

Dor cíclica piora antes da menstruação e melhora depois. Ajuste o sutiã, reduza impacto e registre a dor. Analgésicos simples podem ajudar, com orientação médica. Dor não cíclica é localizada e constante. Pode vir de cisto, inflamação ou trauma. Dor isolada raramente indica câncer de mama, mas não ignore sinais associados.

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  • Súbita e intensa com vermelhidão e calor: pense em mastite.
  • Durante amamentação: avalie rápido para evitar abscesso.
  • Com nódulo palpável: peça ultrassom para esclarecer.
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Secreção no mamilo: cores e sinais

Anote lado, cor, frequência e se sai sem apertar. Secreção espontânea unilateral, principalmente sanguinolenta, é sinal de alerta. Precisa de exame de imagem e consulta com mastologista. Leite fora da amamentação pode indicar galactorreia. Alguns remédios e alterações hormonais influenciam. Secreção esverdeada ou amarelada costuma ter origem benigna, como ductos dilatados. Mesmo assim, investigue quando é persistente.

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  • Secreção sanguinolenta: avalie com urgência relativa.
  • Unilateral e espontânea: mais suspeita que bilateral e provocada.
  • Com nódulo: mamografia e ultrassom são recomendados.
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Pele e mamilo: o que observar

Olhe a pele com calma, de frente e de lado. Busque retração do mamilo recente, ondulações ou “casca de laranja”. Feridas que não cicatrizam ao redor do mamilo pedem avaliação. Pode ser inflamação ou doença de Paget, um tipo raro. Vermelhidão difusa, calor e edema exigem atenção. Se houver febre, procure atendimento no mesmo dia.

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  • Pequenos repuxos ao levantar o braço: sinal relevante.
  • Descamação persistente do mamilo: não trate só com creme.
  • Vermelhidão extensa sem melhora em poucos dias: reavalie rápido.
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Exames e encaminhamento

O ginecologista realiza o exame clínico e solicita imagem inicial. Mamografia é padrão no rastreamento e na investigação em idades acima dos 40. Ultrassom ajuda muito em mamas densas e em mulheres jovens. Ressonância magnética é para situações de alto risco ou dúvida específica. Quando um achado parece suspeito, a biópsia percutânea confirma o diagnóstico. O laudo costuma usar o sistema BI-RADS, que classifica o risco. O mastologista coordena a conduta e define o seguimento.

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Quando buscar urgência

  • Febre acima de 38,5°C com dor intensa e vermelhidão.
  • Secreção purulenta e dor latejante, sugerindo abscesso.
  • Vermelhidão progressiva em grande área, sem resposta a medidas simples.
  • Nódulo muito doloroso que impede atividades básicas.
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Leve exames anteriores e descreva a linha do tempo dos sintomas. Fotos das alterações de pele ajudam na comparação. Isso acelera a avaliação e melhora a precisão do cuidado.

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Diagnóstico de câncer: do laudo à condução por mastologista e oncologia clínica

Resultados de imagem vêm com uma categoria chamada BI-RADS. Ela indica o grau de suspeita e o próximo passo. O mastologista interpreta o laudo e decide se basta vigiar, repetir o exame ou fazer biópsia. A oncologia clínica entra quando há confirmação de câncer de mama e define o tratamento sistêmico.

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Do laudo de imagem ao próximo passo

  • BI-RADS 0: precisa de imagem complementar. Volte para completar o estudo.
  • BI-RADS 1–2: achados benignos. Siga com rastreamento de rotina.
  • BI-RADS 3: provavelmente benigno. Reavalie em 6 meses, conforme orientação.
  • BI-RADS 4: suspeito. Indicado realizar biópsia para confirmação.
  • BI-RADS 5: altamente suspeito. Biópsia com prioridade.
  • BI-RADS 6: câncer já confirmado por biópsia. Planeje o tratamento.
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Biópsia: como é feita e por quê

A biópsia costuma ser percutânea, com anestesia local. É rápida e segura. O método mais comum é a core biopsy (agulha grossa). Em lesões pequenas, usa-se biópsia a vácuo. A imagem guia o procedimento: ultrassom, mamografia estereotáxica ou ressonância. Um clip metálico pode ser deixado no local para marcação. O material segue para o anatomopatológico, que confirma o diagnóstico.

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Laudo patológico e imuno-histoquímica

O laudo descreve tipo, tamanho e grau do tumor. A imuno-histoquímica avalia marcadores que orientam a terapia. Receptores hormonais (estrógeno e progesterona) indicam resposta à hormonioterapia. HER2 define uso de terapia-alvo específica. O Ki-67 sugere a velocidade de crescimento. Em casos iniciais com receptores positivos, testes genômicos podem evitar quimioterapia.

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  • Luminal (receptor hormonal positivo): pode responder à hormonioterapia.
  • HER2 positivo: pode receber anti-HER2, como trastuzumabe.
  • Triplo-negativo: sem receptores, pode precisar de quimio e, às vezes, imunoterapia.
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Estadiamento: entender a extensão

O estadiamento usa o sistema TNM para medir tumor, linfonodos e metástases. O exame físico e a ultrassonografia da axila ajudam a avaliar gânglios. Tomografia e PET-CT são pedidos em casos selecionados. A ressonância da mama pode detalhar multifocalidade. O estadiamento guia a ordem do tratamento.

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Definição do plano: mastologista e oncologia clínica

Nos tumores pequenos e operáveis, a cirurgia pode ser o primeiro passo. O sentinela avalia gânglios com menos morbidade. Em tumores maiores ou agressivos, indica-se neoadjuvância. É o tratamento antes da cirurgia, com quimio, hormônio ou anti-HER2, conforme o caso. A resposta ajuda a planejar a cirurgia e a axila.

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  • Cirurgia conservadora quando há margem segura e bom resultado estético.
  • Mastectomia em casos extensos ou por preferência.
  • Radioterapia após cirurgia conservadora e em situações de maior risco.
  • Quimioterapia quando há benefício comprovado pelo perfil tumoral.
  • Hormonioterapia para receptores positivos, por anos, com acompanhamento.
  • Terapia-alvo em tumores HER2 positivos.
  • Imunoterapia em alguns triplo-negativos, conforme critérios.
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Cuidados complementares e logística

Antes da quimioterapia, avalie coração quando houver anti-HER2. O cateter venoso pode facilitar as infusões. Mulheres em idade fértil devem discutir preservação de fertilidade. O aconselhamento genético é indicado em famílias de alto risco. A equipe multiprofissional inclui nutricionista, fisioterapia e psico-oncologia. Controle de dor e gestão de efeitos colaterais fazem parte do plano.

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Prazos, segunda opinião e documentação

O ideal é iniciar o tratamento em semanas, não em meses. Segunda opinião é bem-vinda e pode trazer segurança. Guarde laudos, lâminas e imagens para revisão, se preciso. No SUS e nos planos, há fluxos e prazos que podem ser cobrados. O mastologista coordena as etapas. A oncologia clínica conduz terapias sistêmicas e o seguimento após a cirurgia.

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FAQ - Dúvidas sobre mastologista, ginecologista e exames das mamas

Quando procurar mastologista e quando ir ao ginecologista?

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Ginecologista cuida do check-up e dos exames de rotina. Mastologista assume em alto risco, achados suspeitos, laudos complexos ou necessidade de biópsia.

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Com que idade devo iniciar a mamografia?

O Ministério da Saúde recomenda dos 50 aos 69 anos, a cada 2 anos. Sociedades médicas sugerem iniciar aos 40, anual. Decida com seu médico.

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Nódulo que dói costuma ser câncer?

Dor isolada raramente indica câncer. Alerta: nódulo duro, irregular, fixo, que cresce rápido, com pele repuxada. Procure avaliação se persistir.

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O que significa BI-RADS no laudo de mamografia ou ultrassom?

É a categoria de risco: 0 (incompleto), 1–2 (benigno), 3 (provavelmente benigno), 4 (suspeito), 5 (alto risco), 6 (câncer já confirmado).

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Como é feita a biópsia da mama?

Geralmente percutânea, com anestesia local, guiada por imagem. Usa agulha grossa (core). Pode deixar um clipe marcador. Procedimento rápido e seguro.

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Quem define o tratamento quando o câncer é confirmado?

O mastologista planeja cirurgia e estadiamento. A oncologia clínica define terapias sistêmicas, como quimio, hormonioterapia, anti-HER2 ou imunoterapia, e o seguimento.

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