Mastologista ou ginecologista? Se bateu a dúvida sobre quem procurar para check-up, dor, nódulo ou biópsia, este guia rápido te orienta — sem drama, direto ao ponto.
No check-up de mamas sem sintomas, a dúvida é bem comum. Ir ao ginecologista ou marcar direto com o mastologista? O ginecologista geralmente é a porta de entrada. Ele avalia as mamas, solicita exames e orienta o rastreamento. O mastologista assume quando o risco é alto ou o caso é complexo. Assim, você evita filas e cuida bem da rotina.
Na prática, o ginecologista guia a rotina e o mastologista personaliza quando necessário. Com informação clara e decisões compartilhadas, o cuidado fica mais seguro e simples.
Sinais de alerta nas mamas pedem atenção e agilidade. Procure avaliação ao notar um nódulo na mama, dor persistente, secreção no mamilo ou alterações na pele. O ginecologista pode iniciar o cuidado. O mastologista assume quando há suspeita maior ou achados complexos.
Nódulos novos, duros ou que não somem após a menstruação merecem consulta. Observe tamanho, formato e se dói ao toque. Repare se o nódulo é fixo à pele ou ao músculo. Compare com a outra mama para notar diferenças.
Uma regra prática ajuda. Reavalie após um ciclo. Se o nódulo persistir por 4 a 6 semanas, consulte. Se aumentar ou mudar, antecipe a visita.
Dor cíclica piora antes da menstruação e melhora depois. Ajuste o sutiã, reduza impacto e registre a dor. Analgésicos simples podem ajudar, com orientação médica. Dor não cíclica é localizada e constante. Pode vir de cisto, inflamação ou trauma. Dor isolada raramente indica câncer de mama, mas não ignore sinais associados.
Anote lado, cor, frequência e se sai sem apertar. Secreção espontânea unilateral, principalmente sanguinolenta, é sinal de alerta. Precisa de exame de imagem e consulta com mastologista. Leite fora da amamentação pode indicar galactorreia. Alguns remédios e alterações hormonais influenciam. Secreção esverdeada ou amarelada costuma ter origem benigna, como ductos dilatados. Mesmo assim, investigue quando é persistente.
Olhe a pele com calma, de frente e de lado. Busque retração do mamilo recente, ondulações ou “casca de laranja”. Feridas que não cicatrizam ao redor do mamilo pedem avaliação. Pode ser inflamação ou doença de Paget, um tipo raro. Vermelhidão difusa, calor e edema exigem atenção. Se houver febre, procure atendimento no mesmo dia.
O ginecologista realiza o exame clínico e solicita imagem inicial. Mamografia é padrão no rastreamento e na investigação em idades acima dos 40. Ultrassom ajuda muito em mamas densas e em mulheres jovens. Ressonância magnética é para situações de alto risco ou dúvida específica. Quando um achado parece suspeito, a biópsia percutânea confirma o diagnóstico. O laudo costuma usar o sistema BI-RADS, que classifica o risco. O mastologista coordena a conduta e define o seguimento.
Leve exames anteriores e descreva a linha do tempo dos sintomas. Fotos das alterações de pele ajudam na comparação. Isso acelera a avaliação e melhora a precisão do cuidado.
Resultados de imagem vêm com uma categoria chamada BI-RADS. Ela indica o grau de suspeita e o próximo passo. O mastologista interpreta o laudo e decide se basta vigiar, repetir o exame ou fazer biópsia. A oncologia clínica entra quando há confirmação de câncer de mama e define o tratamento sistêmico.
A biópsia costuma ser percutânea, com anestesia local. É rápida e segura. O método mais comum é a core biopsy (agulha grossa). Em lesões pequenas, usa-se biópsia a vácuo. A imagem guia o procedimento: ultrassom, mamografia estereotáxica ou ressonância. Um clip metálico pode ser deixado no local para marcação. O material segue para o anatomopatológico, que confirma o diagnóstico.
O laudo descreve tipo, tamanho e grau do tumor. A imuno-histoquímica avalia marcadores que orientam a terapia. Receptores hormonais (estrógeno e progesterona) indicam resposta à hormonioterapia. HER2 define uso de terapia-alvo específica. O Ki-67 sugere a velocidade de crescimento. Em casos iniciais com receptores positivos, testes genômicos podem evitar quimioterapia.
O estadiamento usa o sistema TNM para medir tumor, linfonodos e metástases. O exame físico e a ultrassonografia da axila ajudam a avaliar gânglios. Tomografia e PET-CT são pedidos em casos selecionados. A ressonância da mama pode detalhar multifocalidade. O estadiamento guia a ordem do tratamento.
Nos tumores pequenos e operáveis, a cirurgia pode ser o primeiro passo. O sentinela avalia gânglios com menos morbidade. Em tumores maiores ou agressivos, indica-se neoadjuvância. É o tratamento antes da cirurgia, com quimio, hormônio ou anti-HER2, conforme o caso. A resposta ajuda a planejar a cirurgia e a axila.
Antes da quimioterapia, avalie coração quando houver anti-HER2. O cateter venoso pode facilitar as infusões. Mulheres em idade fértil devem discutir preservação de fertilidade. O aconselhamento genético é indicado em famílias de alto risco. A equipe multiprofissional inclui nutricionista, fisioterapia e psico-oncologia. Controle de dor e gestão de efeitos colaterais fazem parte do plano.
O ideal é iniciar o tratamento em semanas, não em meses. Segunda opinião é bem-vinda e pode trazer segurança. Guarde laudos, lâminas e imagens para revisão, se preciso. No SUS e nos planos, há fluxos e prazos que podem ser cobrados. O mastologista coordena as etapas. A oncologia clínica conduz terapias sistêmicas e o seguimento após a cirurgia.
Ginecologista cuida do check-up e dos exames de rotina. Mastologista assume em alto risco, achados suspeitos, laudos complexos ou necessidade de biópsia.
O Ministério da Saúde recomenda dos 50 aos 69 anos, a cada 2 anos. Sociedades médicas sugerem iniciar aos 40, anual. Decida com seu médico.
Dor isolada raramente indica câncer. Alerta: nódulo duro, irregular, fixo, que cresce rápido, com pele repuxada. Procure avaliação se persistir.
É a categoria de risco: 0 (incompleto), 1–2 (benigno), 3 (provavelmente benigno), 4 (suspeito), 5 (alto risco), 6 (câncer já confirmado).
Geralmente percutânea, com anestesia local, guiada por imagem. Usa agulha grossa (core). Pode deixar um clipe marcador. Procedimento rápido e seguro.
O mastologista planeja cirurgia e estadiamento. A oncologia clínica define terapias sistêmicas, como quimio, hormonioterapia, anti-HER2 ou imunoterapia, e o seguimento.
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